Linha do tempo · Revolução Industrial
Do campo e do império às fábricas, aos trilhos e às cidades
Uma cronologia verificada da Revolução Industrial: máquinas e energia, mas também trabalho infantil, urbanização, colonialismo, saúde pública e os elos com a industrialização no Brasil.
Seis nós da cronologia
Estes pontos não substituem a linha completa. Servem como entrada para quem chega pelo vapor, pela lei, pela ferrovia brasileira, pela linha de montagem ou pela fumaça química.
1769
James Watt patenteia o condensador separado
Watt reduz o desperdício de calor do motor de Newcomen: o cilindro fica quente e a condensação ocorre noutra câmara.
1833
Factory Act de 1833 cria a inspeção fabril
A lei proíbe crianças de menos de nove anos nas mills têxteis, limita horas e nomeia inspetores — o primeiro dente com algum fio.
1842
Mines Act proíbe mulheres e meninas no subterrâneo
Após o relatório da comissão Ashley, a lei barra o trabalho subterrâneo feminino e fixa idade mínima para meninos no poço.
1854
Inauguração da Estrada de Ferro Mauá
Em 30 de abril de 1854 o imperador abre os 14,5 km entre o porto de Mauá e Fragoso. É a primeira ferrovia do Brasil e da América do Sul.
1863
O Alkali Act regula os vapores químicos
A lei britânica de 1863 obriga fabricantes de álcalis a condensar ácido clorídrico — marco pioneiro de polícia do ar industrial.
1913
A Ford instala a linha de montagem móvel
Em Highland Park o chassi do Modelo T passa a correr diante do operário. O tempo de montagem despenca; o ritmo sobe.
O que esta linha do tempo não faz
Não reduz a Revolução Industrial a uma galeria de inventores. Cada acontecimento registra país ou região, instituições, processo técnico e impactos econômicos, sociais, tecnológicos e, quando couber, ambientais. As fontes aparecem no próprio verbete.